Categoria: História da moda

A Moda do Século XIX em cinco filmes

O século XIX (1801-1900) foi o primeiro século em que a moda teve grandes mudanças em curtos espaços de tempo, e uma das mais ricas esteticamente.

Essa diversidade e beleza já renderam figurinos lindíssimos no cinema, nos muitos filmes que retratam essa época.

Nesse post relembramos 5 filmes desse período cujos figurinos tiveram indicações ao Oscar.

“Razão e Sensibilidade”, filme de 1995, escrito por Emma Thompson, baseado em obra de Jane Austen, e estrelado pela própria roteirista e Kate Winslet, conta a história de três irmãs que passam por dificuldades financeiras após a morte do pai, quando era costume a herança ser destinada apenas aos filhos homens.


John Keats foi um dos poetas mais importantes da segunda geração do romantismo. O filme “O Brilho de Uma Paixão” (2009) conta a história dos seus três últimos anos de vida, nos quais viveu um romance com Fanny Browne. A narrativa do filme é dada através da personagem Fanny antes da morte de Keats, com apenas 25 anos.

A órfã “Jane Eyre” (2011), após ser rejeitada pela tia, vai morar em um colégio interno, depois se torna governanta de uma casa e apaixona-se pelo dono, um homem sombrio. No dia do casamento, um segredo do passado dele é desvendado e ela foge. Após descobrir ser a rica herdeira de sua então falecida tia, resolve procurar o que se passou com o homem que abandonara um ano atrás.


Os Dândis do século XIX inspiraram o figurino de “Gangues de Nova York” (2002), filme dirigido por Martin Scorsese, no qual o personagem de Leonardo Dicaprio retorna a Nova York para se vingar do assassino de seu pai.


“Anna Karenina” (2012), retrata a aristocracia russa do final do século XIX, cuja moda era influenciada pela França. O filme conta a história de Anna, casada com um rico funcionário do governo, que apesar de parecer ter tudo, vive infeliz. Após uma viagem, se apaixona por outro homem e se envolve em um romance que irá mudar sua vida.


Re-made in france!

É assim que a dupla francesa Frédérique Morrel e seu marido Aaron Levin define seu trabalho.

Incomodada com o fato de ver os bordados manuais de sua avó irem para o lixo após seu falecimento, a artista criou uma obsessão para fazer esses trabalhos terem vida novamente reinventando valor aos artesanatos esquecidos.

Tapeçarias de todos os estilos se misturam harmoniosamente e conceitualmente adicionam textura e narrativa aos moldes em tamanho real que decoram ambientes ou paredes na forma de esculturas de veados, cavalos, raposas, coelhos, cachorros e até figuras humanas.

Ela inicia o trabalho com moldes de fibra de vidro e espuma expansível, reforça com hastes de aço e aplica manualmente as tapeçarias vintage encontradas em brechós e feiras de produtos usados e antiguidades. O resultado são obras de arte de tirar o fôlego.

Nessa entrevista ela é questionada sobre a ligação entre arte e artesanato:

“É uma das questões que muito me interessa como as diferentes disciplinas das artes, ofícios e design se cruzam, interagem e se sobrepõem. Sinto-me próxima ao movimento Arts and Crafts, no sentido de tentar dar valor a algo que tenha sido feito com a inteligência das mãos”.

Arts and Crafts” é um movimento estético e social inglês, da segunda metade do século XIX, que defende o artesanato criativo como alternativa à mecanização e à produção em massa..” Saiba mais aqui.

Na home page oficial você poderá conhecer todo o trabalho da artista, confira!

 

 

 

 

 

Tilda

A atriz Tilda Swinton está apresentando uma performance no MoMA, NY, em que aparece dentro de uma caixa de vidro dormindo. Essa é uma reedição da performance que foi apresentada em 1995 na Serpentine Gallery, Londres, e em 1996 no Museo de Barracco, Roma. Nesta reedição ela aparece ao lado da exibição da obra do artista Douglas Gordon, “Play Dead; Real Time”, projeção de imagens de um elefante se fingindo de morto. A performance acontecerá em datas não programadas durante todo o ano, reforçando seu elemento de casualidade.

A ganhadora do Oscar de 2008 (Atriz coadjuvante em Conduta de Risco) tem uma profunda relação com a arte, com a moda e também com a música. Seu estilo já foi chamado de andrógino, louco, brilhante e camaleão. Sua “dança com a moda” já rendeu trabalhos incríveis. Vamos lembrar de alguns deles neste post.

Em 2003, os estilistas Viktor & Rolf apresentaram em Paris uma coleção toda inspirada nela, na sua androginia e seu personagem no filme Orlando (1992).

Hussein Chalayan representou a Turquia na Bienal de Veneza de 2005 com a obra “Absent Presence”, com imagens estreladas por Tilda.

O Festival A Shaded View on Fashion Film, de curadoria de Diane Pernet, apresentou em 2010 um trabalho do diretor Glen Luchford, também estrelado por ela.

Em entrevista à W Magazine em 2011, declarou que seu maior ícone de estilo eram David Bowie e seu pai. No início deste ano apareceu no clip de Bowie em seu retorno à musica, The Stars (Are Out Tonight), que você pode conferir aqui:

Tilda Swinton já participou de vários editoriais em importantes revistas. Abaixo selecionamos algumas imagens de um editorial da Another Magazine, fotogrado por Craig McDean.

E aqui você confere o editorial da revista W Magazine, por Tim Walker.

 

Coming Into Fashion: exposição reúne imagens icônicas

A Condé Nast, um dos maiores grupos internacionais de publicação de revistas, abriu o seu acervo histórico ao público em uma exposição intitulada “Coming Into Fashion”. Nela estão reunidas imagens de grande importância para o mundo da moda, originalmente impressas em revistas como Vogue, Vanity Fair e Glamour. Uma a uma, as obras da exposição marcaram gerações e influenciam a moda até os dias de hoje. Por isso, fique atento para os locais que irão receber este acervo riquíssimo. Entre eles estão Milão e Estados Unidos. O primeiro palco para a “Coming Into Fashion”, em 2012, foi Berlim e a gente torce para que o Brasil entre na rota nos próximos anos.

1# Foto de Miles Aldridge publicada na Vogue Itália em 2002 2# Foto de Diane Arbus publicada em 1948 na revista Glamour 3# Foto de Guy Bourdin publicada em 1955 na Vogue Paris

Máquinas de costura vintage

Elas, que têm o início de sua história em 1755, fazem parte do dia a dia dos criadores de moda e concretizam as suas ideias. As máquinas de costura revolucionaram a indústria! Sem elas o trabalho de confecção teria que ser manual, e o ritmo da produção lentíssimo. Porém, graças ao seu advento e popularização no século XIX, as empresas cresceram e, além disso, tornou-se possível a qualquer um confeccionar suas criações, bastando ter o mínimo de noção de costura,  um modelo doméstico em casa e muita criatividade na cabeça.

Foi pensando na importância dessa tecnologia para a indústria da moda, que a gente decidiu fazer um apanhado de modelos de máquinas vintage e retrô. Olha só:

Com a estética vintage em alta, a vontade de ter uma dessas no ateliê é grande, hein? ;-)

Documentários sobre moda que você tem que assistir

Em paralelo aos desfiles do SPFW o canal brasileiro de televisão GNT está com uma programação riquíssima em cultura de moda. Trata-se de três documentários imperdíveis para quem se interessa pelo assunto e/ou ou quem quer aprofundar seus conhecimentos gerais.

1# Diana Vreeland 2# Kate Moss

Então, amantes de moda e curiosos de plantão, não se esqueçam de marcar na agenda os dias 28, 29, 30 e 31 de outubro! Neles serão exibidos os documentários Diana Vreeland: O Olhar Tem Que Viajar, à 01h30, O Nascimento do Shopping, à 0h30, e Kate Moss: A Criação de Um Ícone.

500 anos de óculos

A busca por inspiração em casas de leilão, mercados de pulga, vendas de garagem e até internet, do designer Moss Lipow não só resultou em influências para as suas coleções de óculos como também em um livro inteirinho sobre o acessório. O Eyewear reúne 500 anos de história do item, desde quando significava apenas um aparato para enxergar melhor até depois do momento em que passou a ser um adereço fashion.

Editado pela Taschen, o livro de Moss Lipow é uma verdadeira enciclopédia do design de óculos: dos modelos rudimentares feitos de ossos e couro aos modernos e atemporais aviador e estilo gatinho, o interessante é perceber a evolução do objeto, tanto em estética quanto em ergonomia e usabilidade.

Eyewear, enciclopédia que não tem como não desejar na nossa estante! Seja você amante de óculos ou não, é inegável a extensa fonte de inspiração.

Moda no Brasil: Criadores Contemporâneos e Memórias

Olha só que incrível a notícia de que está rolando, no Museu da Faap, em São Paulo, uma exposição retrospectiva da moda brasileira. A chamada Moda no Brasil: Criadores Contemporâneos e Memórias conta com um acervo riquíssimo, e não era de se esperar outra coisa em se tratando da moda nacional.

A exposição, que entrou em cartaz dia 12 de agosto, será exibida até 30 de setembro e fala da trajetória de queridinhos da moda brasileira, como Alexandre Herchcovitch e Ronaldo Fraga, através de 20 looks. Além disso, a mostra revela publicações da área dos séculos XIX e XX através de revistas, encartes e folhetos, apresenta nomes de grandes costureiros nacionais e revela novos criadores.


1# Espaço físico da exposição na Faap 2# Criação de Ana Paula Soares, revelação da moda brasileira

Não deixe de conferir! ;-)

A moda perde Anna Piaggi

Na semana do dia 7 de agosto a notícia de que o mundo da moda encontrava-se desfalcado pela perda de um grande ícone pipocou em todos os sites da área, desde os mais renomados até os de cunho mais pessoal. É que Anna Piaggi fazia barulho, tanto por seu talento como editora de moda, quanto por seu estilo exótico, e todos sentiram o mundo silenciar ao ser comunicado seu falecimento aos 81 anos.

Anna Piaggi começou a trabalhar como tradutora na editora Mondadori e em seguida fez carreira como editora da Vogue italiana. Anna era uma figura peculiar, tendo sido ela a primeira a introduzir e disseminar a tendência do vintage: dizem que agregava peças de roupas antigas nos seus looks diários muito antes de tal prática tornar-se modismo. Além disso, Piaggi marcava presença em toda coluna de street style que se prezasse, sendo o motivo preferido dos cliques do fotógrafo de estilo urbano Bill Cunningham.


1# Anna é tema de ilustração da artista Joana Avillez 2# Fotografada pelo blog The Sartorialist

Anna Piaggi vai causar tanta saudade quanto rico é o legado que deixou. Ou seja, imensurável.

Que tal uma pincelada de anos 60?

A década de 1960 voltou com força total e têm influenciado a moda de diversas maneiras, seja no clima inteiro da coleção ou em peças soltas dentro dela. O fato é que não tem como fugir, os anos 60 pedem passagem e você tem que dar ouvidos a ele, afinal, é tendência! Assim, a Elle criou um editorial onde o principal objetivo é inspirar o retorno ao passado, trazendo-o à atualidade reinventado.


1# Modelagens geométricas trazem a década à tona nas formas 2# O mix de texturas e estampas dão o toque de modernidade necessário 3# Estampas geométricas são coringas na hora de mostrar a inspiração sessentinha 4# Toques metalizados atualizam o conceito 4# O comprimento das saias obrigatoriamente sobe.

Elegante, sensual e ao mesmo tempo jovial, os anos 60 é uma fonte rica de inspiração. Aposte!