A história do mundo é fascinante, não tem como não se encantar com o que o homem fez com a força da natureza ao produzir as coisas mais belas. A Europa que antes era cinzenta, com a “descoberta” do novo mundo, aprendeu o prazer de algo que até então não conhecia: desfrutar das cores vivas.
A descoberta do azul índigo
Um dos milagres das recém-descobertas Américas foram as novas cores. A rota marítima ao redor da África abriu as portas para uma fonte barata da cor azul. O índigo, planta da qual o mais fino azul era extraído, era cultivado em Bengala. Cortado nos campos e transportados em fardos por carroças até pátios de secagem e tanques de água. A planta do índigo liberava sua indoxila através de um processo de fermentação.

Imagem – Aves
Em pouco tempo, nos recintos mais elegantes de Amsterdã e de Veneza, homens e mulheres usavam chapéus, casacos, capaz e túnicas de azul índigo. Até o exército francês abandonou o uniforme castanho avermelhado e vestiu-se de azul. A europa iniciou então o seu desfile de pavões.
As cores do Brasil
As cores podem parecer um espelho de vaidades, mas foram importantíssimas para a ascensão do Brasil, hoje uma das nações mais populosas do mundo.

Abundância da árvore no Brasil
Imagem: Pau-brasil
Ao encontrar o Brasil, os portugueses levaram nativos brasileiros, macacos, papagaios e o pau-brasil, que mais tarde foi muito apreciada na europa. Quando descascada e mergulhada num barril de água, a árvore do pau-brasil produzia uma cor vermelha conhecida como o suco do Brasil e foi apreciadíssima pelos tintureiros da europa.

Imagem: Biodiversidade
Os índios já usavam a planta como corante no algodão, muito antes dos portugueses chegarem. Infelizmente, hoje o pau-brasil está em extinção.



