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SCMC: O que esperar da RVB nesse sábado

Toda a inspiração do projeto foi baseada na personagem de Fanny. Buscamos através dela retratar a determinação, a identidade marcante e a ousadia que nós como empresa buscamos ter.

Assim como a Fanny que sempre acreditou em seus valores pessoais e foi em busca de seus objetivos, a RVB busca conquistar cada vez mais espaço no mercado de moda brasileiro, sem abrir mão dos seus valores.

Teremos também a participação especial do Grupo de arte brusquense “Alina Lamparina” que irá reforçar a valorização cultural da cidade, surpreendendo nossos espectadores comuma apresentação envolvente.

O time criativo da RVB Malhas & Assevim pretende encantar o público por meio de seus tecidos, apresentando uma coleção com cara de lingerie e alfaiataria. Para FANNY. Desenvolvemos uma coleção exclusiva composta de tecidos especiais. Uma inovação é o Babadinho com muito mais textura e volume do que os encontrados atualmente no mercado. Outra novidade é o mono filamento de poliamida, que faz a nossa malha Poliamida Transparente.

Além disso temos o Moletom Botonê e o Lurex, que tem um toque super macio. “Com diferentes toques, caimentos e texturas, essa capsule collection é a cara da Fanny contemporânea”, completa Ana Júlia. Procuramos fazer um link entre a nossa personagem e a moda brasileira: ambas quebram preconceitos, derrubam barreiras e buscam estar sempre à frente de seu tempo.

Imagens: Croquis das peças que serão apresentadas pela RVB + Assevim no sábado, no SCMC.

SCMC: Está chegando a hora!!!

É nesse sábado que a RVB + Assevim e outros 16 times criativos estarão apresentando seu trabalho desenvolvido ao longo dos últimos dez meses. Nessa sexta edição trabalham artisticamente containers em madeira de reflorestamento, aplicando conceitos estudados durante os últimos meses, sobre as tendências de comportamento de consumo e os movimentos criativos contemporâneos. Claro, tudo interpretado em sintonia com o DNA de cada empresa.

Cada time – composto por dois estudantes de moda, 1 professor + 1 coordenador e até cinco profissionais do quadro de funcionários das empresas – assina a concepção da instalação e uma capsule collection que apresenta 5 produtos que buscam a inovação em termos de design e processo de construção.

Trabalhando malhas, estampas, tags, tricôs, homewear, housewear e moda infantil, os times propõem uma imersão nos valores locais de Santa Catarina e no storytelling de cada empresa para fazer valer conceitos como Colaboratividade, Interatividade e Upcycling, para começar a escrever um novo momento para a indústria de moda de Santa Catarina.

Um projeto desse porte, que visa aproximar a indústria de moda do conhecimento, só pode ser realizado efetivamente com a participação ativa e o envolvimento intelectual das entidades de ensino catarinenses, de seus professores e coordenadores, que estão emprestando toda a sua expertise como educadores para a construção desse processo de inovação.

Assim, o SCMC em seu sexto ano conta com a parceria das seguintes entidades de ensino: ASSEVIM (Associação Educacional do Vale do Itajaí-Mirim); FURB (Universidade da Região de Blumenau); UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina); UNIVALI (Universidade do Vale do Itajaí) e a UNIVILLE (Universidade da Região de Joinville). Além dessas entidades, o SCMC conta com a participação do SENAI, seu patrocinador master, representado pelas unidades de Jaraguá do Sul, Joinville, Brusque e Blumenau.

Como já falamos aqui, a RVB estará apresentando o projeto criativo FANNY. Uma mulher de muita personalidade que sempre esteve à frente de seu tempo, que viveu em Brusque nos anos 60, uma época em que as mulheres eram submissas à seus maridos. A RVB assim como o SCMC quer estimular o desenvolvimento de um ambiente de inovação, design e cultura de moda.

FANNY: Uma mulher à frente do seu tempo

Conforme o prometido no último post, hoje iremos contar sobre a história de vida da FANNY, a personagem escolhida para ilustrar a participação da RVB nessa edição do SCMC. Conheça agora um pouco dessa mulher que foi exemplo de luta, garra e inovação numa época em que a independência feminina era extremamente condenada:

Ela, filha de bugre com uma francesa, pobre, analfabeta.  Ele, filho de um Oficial do Exército Imperial Austríaco com a sobrinha neta do Duque de Caxias, nobre, cultíssimo, funcionário do Governo Federal.

O cenário era Ibirama, no interior do estado de Santa Catarina, onde ele atuava como pacificador dos índios “Botocudos” e lá criara o posto Indígena de Duque de Caxias.
Por volta de 1920, quando ela tinha 20 anos, casaram-se por amor numa época em que a “pureza  de sangue” era quesito importante na hora de escolher o cônjuge dos filhos.

Quebraram todas as convenções e mesmo com todas as diferenças uniram-se em matrimônio.  Eram duas personalidades fortes, ambos orgulhosos, voluntariosos, mas de origens muito distintas, o que colocava a prova a estabilidade de tal união. Ele a lapidou, a ensinou a ler, a escrever, a se vestir, a ser refinada. E apesar de ele ter sido seu professor ela se mantinha altiva, não baixava a cabeça para ninguém, muito menos a ele, e a submissão ao marido comum às mulheres da época, não lhe servia.

As brigas eram inevitáveis e violentas e só pioravam com o tempo. Armas em punho… Amavam-se, mas não pertenciam ao mesmo mundo. Entre o amor e o orgulho, tiveram quatro filhos, mas ela sempre esteve à frente de seu tempo e não seguia o modelo de boa mulher e mãe que ficava em casa a se dedicar a família. Era uma mãe extremosa, mas rígida e enérgica.  Gostava de caçar, praticava esporte, montava a cavalo com sela masculina e foi assim que anos depois, encorajada pelos filhos,  cavalgou para longe da vida de luxo, da mansão, do carro, dos próprios filhos e do marido e foi parar na cidade de Brusque.

Cavalgando também, foi até Porto Alegre onde partiria para a Alemanha para atender a um curso de enfermagem. Com o eclodir da guerra em 1939 o embarque foi cancelado e assim acabou por se estabelecer definitivamente em Brusque aonde viria a abrir sua casa de tolerância. Ela não poderia ter escolhido mudança mais radical para sua vida. Logo se tornou muito conhecida na cidade.  Os jovens rapazes da sociedade eram levados ali  para serem iniciados na vida sexual e ia além.

Fanny e suas auxiliares lhes ensinavam a conversar como homens, a beber, a tratar bem  uma mulher. Não atendia qualquer moleque que aparecesse em sua casa, tinham de vir acompanhados ou pelo menos com indicação do pai, ou de um tio, ou de um irmão mais velho… E ela conhecia a todos. Ela era, nas entrelinhas, uma “educadora” de um tema que não se debatia ou sequer existia dentro das instituições de ensino da época. Oficialmente tal atividade não era bem vista pela sociedade, mas, extra oficialmente, era considerada um “mal necessário”. E era graças a ela que a virgindade das “moças de família” se mantinha resguardada.

Mesmo com toda a mudança ocorrida em sua vida, nunca lhe faltou o orgulho. Era como se ela percebesse a importância do papel que exercia na sociedade. E não há quem se recorde dela sem mencionar o respeito e a admiração quase secreta que sentiam por ela. Era uma mulher bonita, vistosa, que desfilava em sua bicicleta pela cidade cumprimentando a todos, com a cabeça erguida, e a habitual postura de realeza que lhe rendera o título de “Rainha da Cidade”.

A personalidade marcante e a fidelidade à sua identidade chamam a atenção e nos servem de exemplo até hoje. Era sim uma mulher à frente do seu tempo, uma mulher de coragem e inovadora.



Postado em História da moda, RVB
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SCMC e RVB apresentam: FANNY

Foram dez meses de muita dedicação e trabalho, agora faltam apenas duas semanas para a Equipe RVB apresentar seu trabalho desenvolvido para o 6º Santa Catarina Moda Contemporânea (SCMC). No dia 21/05, a partir das 19 horas no Maria’s Shows e Eventos de Balneário Camboriú, a exposição “DO AVESSO – Uma experiência de moda e design” será apresentada ao público.

Será nesta ocasião que o SCMC encerrará suas atividades desse sexto ano de trabalho, integrando indústrias e entidades de ensino catarinenses por meio de estudos e manifestações comportamentais relacionadas aos universos do Design, Retail, Web, Comportamento e Comunicação.

O projeto da RVB Malhas levou o nome de FANNY, uma mulher de grande personalidade que viveu em Brusque e faz parte da história da cidade:

Ana Júlia Benvenutti, que dirige o departamento de estilo da RVB Malhas e também participou do time criativo que integrou o SCMC, conta um pouco sobre FANNY: “Toda a inspiração do projeto foi baseada na personagem de Fanny, uma mulher à frente de seu tempo. A moral dessa história é a fidelidade à sua identidade e ao mesmo tempo a capacidade de adaptação e da reinvenção de si mesma sem perder a sua essência”, contou.

O time criativo da RVB Malhas & Assevim pretende encantar o público por meio de seus tecidos, apresentando uma coleção com cara de lingerie e alfaiataria. Acompanhe o blog, ao longo da semana estaremos contando um pouco da história da Fanny e falando mais sobre os detalhes da coleção que a RVB irá exibir!

Clicando AQUI você pode conferir um pouco do que rolou no Workshop Criativo do SCMC!